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Alguém aí sabe quando os jogadores do Corinthians irão invadir a quadra da Gaviões pelo péssimo 10o. lugar no carnaval paulistano, onde o rebaixamento só não veio porque os jurados tem a mania de sacanear quem desfila primeiro prá guardar pontos prás seguintes? O mais justo, tanto em São Paulo como no Rio, seria sorteio para definir ordem de desfile. Queria ver se a Beija Flor entrasse prá abrir o carnaval, se segurariam décimos à espera de outras... Outra coisa: agora que o carnaval passou e o evento global não foi prejudicado, a polícia vai finalmente prender os marginais que, saindo de carros filmados e identificados, assassinaram um pai de família no ponto do ônibus?



Escrito por Roberto Pepino às 11h14
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Bela Gorjeta

A pizza do Oscar, que alguns viram como um merchandising previamente combinado com a Coca-Cola pela organização do eveno, é vendida numa lojinha quase que minúscula, ao lado de um sapateiro, na badalada e cinemtográfica Sunset Boulevard, que deu nome ao clássico de Billy Wilder, Crepúsculo dos Deuses... 

 

Edgard Martiroysan, sócio com o irmão, e destacado na foto, recebeu de Ellen DeGeneres mil dólares, ou R$ 2.344,00 de gorjeta... Seiscentos dólares arrecadados no palco e mais 400 dólares dados por ela, ao entrevistar o sortudo no programa que tem na ABC...



Escrito por Roberto Pepino às 21h04
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Faltou Uma Indicação Para Ele

Geoffrey Rush fez apenas dois filmes em 2013, A Menina Que Roubava Livros e A Melhor Oferta, de Giuseppe Tornatore. Dois filmes onde sua interpretação é absolutamente impecável. Seja na hora da emoção, seja na hora do comedimento. No primeiro filme, bonito mas desagradavelmente contado sob o ponto de vista da morte, ele é Hans, um cidadão comum alemão que não consegue emprego por se recusar a filiar-se ao Partido Nazista. Casado com Rosa, interpretado por Emily Watson, adota uma garota, retirada dos pais, comunistas, e acolhe um filho de um amigo, judeu. No segundo filme, ele é mr. Virgil, o especialista em arte que, milionário, faz leilões, avaliações e, no restaurante sofisiticado, tem mesa própria, talheres personalizados e tratamento exclusivo. Quando é contactado por uma mulher que contrata uma avaliação dele, o mundo feminino sai da tela para seu colo, e aí... Nos dois filmes, interpretações que mereceriam indicação ao Oscar. Ele estava lá, anunciando candidatos. deveria ter sido um deles.



Escrito por Roberto Pepino às 12h56
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O Espírito DeGenere's do Oscar

Poucas vezes uma cerimônia de entrega de Oscar's foi tão sincera como a de domingo. Explico. Apesar de receber o pomposo nome de Academia, o que ali está é a indústria do cinema. E é a indústria do cinema quem movimenta bilhões e bilhões de dólares. Tanto que, num determinado momento um dos atores desatacados para fazer a ode da indústria, mencionou os mais de 5 bilhões de entradas pagas para se ver cinema em 2013. Neste espírito, quase todos os prêmios celebraram isso. Gravidade, que tem um roteiro pavoroso, levou todos os prêmio técnicos (absurdo, apenas o de edição, já que Trapaça deu muito mais trabalho). Como todos ficaram embasbacados com o filme, o de diretor seguiu esta linha de alguém que apresenta tecnologia nova a movimentar os negócios. Melhores atores masculinos, sem discussão. Melhores atrizes, até Cate Blanchet, na hora do longo discurso, disse a Amy Adams que o desempenho da colega em Trapaça havia sido impressionante. Só o ótimo Leto poderia muito bem ter-nos dispensado de falar sobre a Ucrânia e a Venezuela... Deveria ter entrado no clime de Ellen DeGenere, que salvou a chatice habitual celembrando a nova indústria de mídia, com ela mesma fazendo um engraçadíssimo selfie...

 

E a entrega de pizza, com divas como Julia Roberts e Meryl Streep pegando um pedaço sem pestenajar mostra como qualquer trabalho pode gangar graça...



Escrito por Roberto Pepino às 11h53
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Alain Resnais

Com Hiroshima Mon Amour e O Ano Passado em Mariembad, Alain Resnais transformou-se num dos diretores cult da crítica. Dois filmes que respiravam o início da década de 60, e onde o silêncio que marcou o cinema francês por bons anos (depois veio a gritaria) significava a emoção incompreendida, torturante. Aí, na segunda metade dos anos 70 apresentou Providence e, em 1980, usou a massa em peso bruto de Gerard Depardieu para analisar o homem moderno, com Meu Tio da América - até hoje um dos mais honestos, tragi-cômicos e devastadores retratos de como Pavlov serve não apenas para camundongos, mas também para homens... Despediu-se, ao lado da família, aos 91 anos.



Escrito por Roberto Pepino às 10h51
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A Trapaça

David O. Russell dirigiu Christian Bale em O Vencedor, que recebeu dois Oscar's - do próprio Bale, como melhor ator principal, e Melissa Meo, atriz coadjuvante. David dirigiu Bradley Cooper e Jannifer Lawrence em O Lado Bom da Vida, que deu um Oscar a Jennifer, como atriz principal. Agora vem Trapaça, que neste domingo concorre a 10 Oscar's, 4 deles aos atores, e, se não houver premiação lacrimosa, Amy Adams deve recebeu o seu. A estória poderia ter a mão de Scorsese, já que, inclusive, recebe a presença mais que especial de Robert De Niro, e o filme poderia ter sido editado por Thelma Cassino Schoonmaker. Nos têm, mas tem as referências melhores, e, aí, sai um filme hipnótico, e prá lá de bem interpretado.



Escrito por Roberto Pepino às 15h07
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Supremos

O texto é de Paulo Moreira Leite, que já foi de Veja e, agora, escreve na Isto É. 

A sessão do STF do último dia 27 entrará para a História por dois grandes motivos.  O primeiro e bom motivo tange ao desempenho do ministro Luís Roberto Barroso. Independentemente de se concordar ou não com as suas teses sobre a dosimetria das penas dos réus da AP 470, Barroso fez o que se espera de um membro da mais alta corte de justiça do país: comportou-se como um juiz. Demonstrou coragem, ao apresentar um voto que contraria as expectativas da opinião publicada. Demonstrou conhecimento e preparo, ao fundamentar bem o seu voto e ao apresentá-lo com sua habitual clareza. Demonstrou equilíbrio e racionalidade, ao procurar sopesar a vontade legítima de punir delitos com a necessidade de garantir direitos fundamentais. E, last but no least, Barroso demonstrou algo que se espera não apenas de juízes, mas de todo cidadão: respeito à opinião discordante e civilidade no debate.  Já o segundo e mau motivo diz respeito à performance sofrível e midiática do presidente Barbosa. Seguindo um tenebroso e assustador enredo repetido ad nauseam, Barbosa interrompeu rudemente Barroso por diversas vezes, tentando impedi-lo de falar e de concluir seu raciocínio.  Tal atitude poderia ser classificada como mero déficit de boa educação, mas Barbosa fez bem mais que isso. Ele acusou o ministro Barroso de proferir um voto político, sem nenhum fundamento técnico, insinuando, inclusive, que havia alguma motivação inconfessável por trás da discordância.  Trata-se do velho argumento ad hominem. Em vez de procurar rebater racionalmente os argumentos apresentados, acusa-se a pessoa que os profere. Desse modo, interdita-se um real debate sobre qualquer assunto. A discordância, nesse caso, é vista como um sinal inequívoco de falha moral, ou coisa pior. No mundo maniqueísta e simplório em que vivem os “barbosas”, só há lugar para certezas monolíticas construídas pelos homens, em tese, “de bem”. Os que se atrevem a discordar são pessoas, no mínimo, mal-intencionadas. Esse comportamento pode ser tudo, menos civilizado. Assim, o presidente Barbosa demonstrou, como bem afirmou Barroso, ter um preocupante déficit civilizatório.  Entretanto, Barbosa foi além. Terminada a votação, na qual a sua posição foi derrotada, Barbosa se julgou no direito de acusar a corte que preside de formar uma “maioria de ocasião”, para reverter, por interesses inconfessáveis, o “belíssimo trabalho” que o STF havia feito anteriormente. Barbosa chegou a lançar uma “advertência à sociedade”, de que a votação havia sido apenas um “primeiro passo” para coisas piores.  Ora, tal discurso não é apropriado ao presidente do STF. Tal discurso não é apropriado sequer ao mais humilde juiz de comarca. Esse tipo de discurso se espera apenas de sôfregos candidatos à procura de votos fáceis. Ao contrário de Barroso, que se comportou como juiz, Barbosa se comportou, no episódio, como reles demagogo. Confesso que fiquei estupefato. Por alguns momentos, pensei ter escutado mal. Mas era isso mesmo: o presidente do STF acusou o seu próprio colegiado, ou a sua maioria, de estar agindo segundo interesses ilegítimos e escusos. Sinceramente, não lembro de precedente deste tipo no STF. Também não tenho conhecimento de uma acusação tão ensandecida e grosseira, vinda do próprio presidente, em outras cortes de justiça do mundo. Pode até ser que tenha existido, mas, com certeza, terá provocado grande escândalo. Fosse Barbosa presidente da Suprema Corte dos EUA, já estaria na rua. Seria o primeiro impeachment da história da corte norte-americana.  Essa acusação estapafúrdia de Barbosa demonstra a existência de outro déficit, o déficit democrático. Com efeito, Barbosa e os que pensam como ele não parecem entender o papel de uma corte suprema de justiça, e o papel de seu presidente, num regime democrático. Há uma razão pela qual a maioria das supremas cortes de justiça tem juízes nomeados (não eleitos diretamente) e com um mandato vitalício ou com término numa idade avançada. É que esse modelo procura, sobretudo, assegurar aos juízes a autonomia necessária para poderem votar livremente, de acordo com suas consciências, independentemente do governo de plantão e, mais ainda, das ocasionais maiorias políticas. Obviamente, algumas vezes isso acarreta conflitos. Alexander Bickel, conhecido scholar conservador norte-americano, chegou a escrever, nos anos da década 1960, que a Suprema Corte dos EUA era uma “instituição desviante na democracia norte-americana”, já que suas decisões frequentemente exerciam um controle constitucional das leis “não a favor da maioria prevalecente, mas contra ela”. Bickel cunhou o conceito de counter-majoritarian difficulty ou counter-majoritarian dilemma (dilema contramajoritário) para denotar essa suposta contradição entre as decisões de juízes nomeados que iam de encontro a leis aprovadas por autoridades eleitas ou ao que pensavam as maiorias. Bickel, um conservador, se ressentia das decisões da Warren Court, o período em que a Suprema Corte foi presidida pelo juiz Earl Warren. Nesse período, a Suprema Corte, numa série de julgamentos históricos, acabou, entre muitas outras coisas, com a segregação racial nas escolas e com a obrigação de rezar em alguns sistemas educacionais. Saliente-se que tudo isso estava previsto em leis estaduais. Mais: a opinião pública (a opinião pública branca) desses estados apoiava maciçamente essas práticas. A Warren Court preferiu, no entanto, defender o direito das minorias e seu entendimento da Constituição dos EUA e da Bill of Rights, independentemente da opinião pública majoritária.  Com isso, a Warren Court construiu o capítulo mais rico e belo da Suprema Corte dos EUA. Um capítulo construído, até certo ponto, contra a opinião da maioria, contra a opinião prevalecente na sociedade. Um capítulo que afirma a primazia dos valores perenes da constituição e a independência dos juízes, em detrimento das maiorias políticas que são, essas sim, sempre “de ocasião”.  Agora bem, quando Barbosa incita a “sociedade” e a opinião publicada contra a própria corte que preside, ele faz exatamente o contrário: procura submeter as decisões da corte ao que ele considera ser a tendência política majoritária.  É um capítulo pobre e feio do nosso STF. Um capítulo que, por procurar submeter a corte à maioria, ou suposta maioria, é paradoxalmente antidemocrático. A Warren Court contribuiu para construir o mundo mais plural ao qual Barroso se refere na epígrafe. Já a Corte Barbosa não parece ser um parceiro democrático para a construção de um Brasil melhor.



Escrito por Roberto Pepino às 14h56
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Segurança e Monitoramento Zero

Segundo o delegado Nico Pasta & Basta, a polícia tem 9 registros de agressão, sendo 4 deles no metrô, em nome do homem de 33 anos, identificado como sendo o agressor que empurrou uma mulher na plataforma da estação Sé. Alessandro Souza Xavier sofreria de esquizofrenia e psicose. No perturbador Full Metal Jack, Stanley Kubrick mostrou o trágico resultado que pode advir da inconsciência desse estado em situações perigosas. Agora, depois de 4 registros no próprio metrô, o último deles resultando na amputação de um braço, e que por muito pouco não resultou em morte, é que vão pedir a prisão temporária do agressor. Que beleza!



Escrito por Roberto Pepino às 23h53
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