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Sei Não...

Os vascaínos pintam o resultado de ontem, no lodo de São Januário, mais feio do que o bicho parece. O empate sem gol é um bom resultado ao clube do heróico português. Porque, agora, qualquer empate com gols é carioca. Basta ao técnico Cristovão colocar o quarteto lento mas habilidoso em campo: Juninho, Felipe, Carlos Alberto e Diego Souza. Malandro conhece malandro, assim como boi preto conhece boi preto. Com estes quatro bandoleiros em campo, com Dedé na zaga (jogará?) e Alecsandro ali no ataque o Vasco da Gama pode fazer história no Pacaembu. Sei não...



Escrito por Roberto Pepino às 09h55
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Logo Privatizam

Este enésimo acidente envolvendo composições de transporte pago público em São Paulo deveria atiçar os senhores do vernáculo, para que eles dessem duas aulinhas que fossem, explicando a prefeito e governador o significado da palavra Manutenção. Porque, aí, quando os dois pastéis de vento fizessem aquela cara de conteúdo na hora do desastre, ao menos teriam a quem apontar para dizer: se dinheiro havia, por que não fez? Claro que a pergunta não poderia ser feita ao espelho, já que a resposta seria tão dolorosa quanto a visão de Dorian Grey ao próprio quadro... Incrível a capacidade dos governantes em destruir coisas belas. O metrô, que já foi referência, é hoje uma espécie de Campos Elíseos paulistano: começou lindo, limpo e lúdico - até ser abandonado e se transformar num exemplo olfativo de urina e auditivo de pega, ladrão! E, como o cavalo de Tróia da Prefeitura faz com o centro da cidade (deixando em ruinas para entregar aos amigões privados), logo o dr Jekill do Palácio fará com o metrô - se é que já não está fazendo...



Escrito por Roberto Pepino às 09h47
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O Próximo da Lista?

No Corinthians, um penalty batido como se fosse um jogo de rugby mandou não só a bola para fora do portão principal do Pacaembu, como mandou embora também o técnico argentino Daniel Passarella. No Cruzeiro, uma expulsão em jogo decisivo contra o América, depois de promessa fanfarrônica de vingança no jogo da volta, ajudou a demitir Vagner Mancini... Celso Roth, sargentão que assume a Raposa, será mais uma vitima do menino mau de família boa?



Escrito por Roberto Pepino às 10h00
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As Gordinhas e o Mercado

Nos filmes de hollywood os Estados Unidos são magros e o humor feminino/masculino ganha sempre uma simpática adiposidade para dar molho à estória que se quer contar. Na realidade, principalmente quando nos chegam as imagens da população verdadeira, em votações presidenciais, por exemplo, vemos circunferências e traseiros sem qualquer dúvida: gordos. A vida real é assim, e o Brasil também. Afinal o consumo de comida industrializada é cada vez maior, enquanto as caminhadas cotidianas (de idas à escola, ao lazer e ao trabalho, antigamente próximas de casa), são cada vez mais raras - já que foram substituídas por carros/ônibus/trem e metrôs que cruzam a metrópole (principalmente por trabalhos distantes de casa; ou até mesmo em casa, sentados). Daí que os concursos de gordinhas têm se intensificado nas capitais. Bom isso, se não para a saúde pelo menos para quem gosta de fofuras. Mas, alguém pode me responder o que faz a loira da foto num concurso de Gordinha mais Chique de São Paulo? 



Escrito por Roberto Pepino às 09h18
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Fundação Padre Alckmin

O homem que integra a Fundação Mário Covas, Belisário Jr., e que teve espaço na Folha de S.Paulo para defender equidistância do poder na Tv Cultura, venceu, em segunda votação, a eleição para presidir o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, que tem como presidente indicado o homem de todas as convicções e partidos, João Sayad. O eleito, que na primeira votação havia empatado (21x21) com o eterno, vitalício e perpétuo Jorge da Cunha Lima (que quase levou à falência duas fundações da comunicação - Cásper Líbero e a própria Padre Anchieta), teve o gás necessário para que 5 votos deixassem JCL e rumassem para o indicado do governador Geraldo Alckmin (bela e tucanamente retratado no traço de Carlos Duarte). Ou seja, agora a Fundação tem o homem de Serra e o homem de Alckmin. O telespectador e os ouvintes das rádios? Que se danem!



Escrito por Roberto Pepino às 11h13
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Muito ôba ôba...

Adoro quando algumas figuras, que antes vestiam-se como defensores da estritíssima dignidade jornalística, mudam tranquilamente para o papel de entertainers diante de bom pote de dinheiro, sempre travestido de ótimo salário. Nessa hora o discurso é exilado no passado, e o sorriso de felicidade é resgatado ao lado da conta bancária. Mas essa mudança também se estabelece pelo simples cheiro de mais Ibope. É o caso deste caso criado em torno das tais fotos que, segundo adoram lembrar, já foram vistas 8 milhões de vezes. Confesso que não vi. Muita fama e pouco corpo para tanta festa. Mas vi e ouvi que o tal computador havia sido levado para um técnico, o que colocava, naquele momento, o tal técnico como inevitável suspeito. Vai, o tal técnico, processar alguém após a polícia divulgar que foi obra de hacker? Outra coisa: alguém foi prá cima dos garotões da CPTM que vazaram as imagens da gostosona do trem paulistano (esta sim, bem mais interessante)? Dirão os falsos puristas (tal qual o sério de redação que vira apresentador de tortas nada caseiras) que a questão é privacidade. Concordo. Por isso BBs e Fazendas deveriam ser banidos, né não? Então tá.



Escrito por Roberto Pepino às 10h39
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A Grande Esperança Amarela

Yutaka Hagiwara tem 25 anos. Nascido em Ibaraki, tem cara de menino bravo, 175 quilos e 1,89 de altura. Pisca os olhos o tempo todo, como se tivesse uma mosquinha permanente a lhe atrapalhar a visão, e no sagrado ringue japonês luta com o nome de Kisenosato. Embora nunca tenha conquistado um título na divisão principal do Sumô, desde janeiro é um Ozeki, o segundo posto no ranking do esporte, abaixo apenas de quem é Yokozuna. Como ozeki pode ser rebaixado, mas este maio pode ser um mês especial não apenas para ele como para todos os japoneses. É que, na capital Tóquio, lidera o torneio com 9 vitórias em 10 lutas. O maior campeão da atualidade, o mongol Hakuhô, com 22 títulos conquistados ( e tentando passar o compatriota aposentado Assashoryu, dono de 25 títulos), passa por fase dificil e, neste torneio de maio, já sofreu 4 derrotas nas 10 lutas disputadas. Faltam 5 dias. O torneio - que tem o brasileiro Kaisei (Ricardo Sugano) também com 4 derrotas -, acaba no próximo domingo. Aguardando apenas uma derrota de Kisenosato estão outros 3 sumocas, já que assim empatariam com o japonês. Se conseguir manter-se invicto até domingo, Kisenosato se torna o primeiro japonês a vencer um torneio desde janeiro de 2006! Desde Tochiazuma nenhum filho da terra é campeão. Tentam, mas não conseguem impedir o sucesso arrasador de mongóis, que só liberaram dois torneios nos 35 disputados: um para o búlgaro Kotooshu e o estoniano Barutô. Aguardemos!



Escrito por Roberto Pepino às 09h55
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De Precatórios & Prevaricadores

No Rio Grande do Norte, um golpe já dado várias vezes em outros Estados do país: quem tem acesso, como servidor público, às dívidas proteladas pelos poderes executivo e judicial surrupia o que é deixado pelo cidadão e, assim, aumenta o próprio patrimônio com veículos, imóveis e, claro, muita desonestidade. O melhor é a afirmação clara e simples da morenona aí da foto, de que poucos entendem de precatórios - e ela entende! Por isso, ter se transformado na mão técnica de dois desembargadores, que, no total, teriam desviado 20 milhões de reais. Apesar disso, a justiça local diz que o fato fortalece o judiciário potiguar! Bom, se a juíza não domina seus juízes como irá dominar o vernáculo, não é mesmo? Pior é ninguém mais ficar surpreso ao ver Lalaus e mais Lalaus em todos os cantos do país.

 

Enquanto isso, na terra de Serras e Kassabs, a denúncia de que um diretor de Aprovação de Edificações (por si só um núcleo propenso a grande corrupção) aumentou o patrimônio da família em 106 posses desde que assuminiu a função é apenas mais um exemplo de falta de controle sobre quem controla. E, mais uma vez, por que será que não ficamos surpresos com nada disso?



Escrito por Roberto Pepino às 12h38
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Depois de Mais Um Tri, o Tetra.

Diante de um Guarani leal, que se preocupou apenas em jogar bola, muito bem dirigido por Vadão e que, sejamos claros, foi prejudicado num penalty, a soma do placar deste lugar comum futebolístico que é o tal jogo de 180 minutos foi 7x2 para o Santos FC. Sem contestatção. Até porque o Santos foi a única equipe chamada grande a vencer o Bugre em Campinas, durante a fase de classificação. Até por isso os dois jogos no Morumbi foram lucrativos aos dois clubes, já que levaram, no total, 93 mil pessoas - público impensável caso os jogos fossem no Brinco de Ouro e na Vila Belmiro. De qualquer forma, mais um tricampeonato paulista e, nada nada, um título legítimo no ano do Centenário - afastando vexames já vistos em São Paulo, com o Corinthians, e no Rio de Janeiro, com o Flamengo.

Agora há que pensar no tetra. No tetra da Libertadores, que depende fundamentalmente do que acontecer contra o bom Velez Sarsfield, na Argentina. O hino mais conhecido do Santos canta que "Jogue onde jogar, és o Leão do Mar!". Este deve ser o mote santista diante do ex-clube do paraguaio Chilavert. Mesmo na Argentina é preciso hacer goles! Porque, enquanto o caminho corinthiano é feito de equipes horrorosas e disputas caseiras, o asfalto santista é repleta de buracos. Por eso, hay que hacer goles!!



Escrito por Roberto Pepino às 12h10
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Eles Não Conhecem o Mar...

Há exatos 35 anos, após um empate em 0x0 com o Perú, num torneio onde as seleções sul-americanas decidiam a fase final para as Eliminatórias para a Copa 78, o Brasil foi desrespeitado pela imprensa e pelos torcedores locais, que apontavam, no jogo seguinte, a Bolívia favorita diante de uma seleção que tinha Zico, Rivelino, Luis Pereira, Roberto Dinamite, Toninho Cerezo entre outros... O resultado foi um 8x0, com 5 gols de Zico...

Na goleada de 8x0 do Santos FC sobre o Bolívar UFC Clube, a história veio a se repetir. Os jornais e as rádios bolivianas classificaram, ao vivo e nas manchetes do dia seguinte, aquilo que foi adjetivado como desastre, vergüenza, humillacion e tudo mais. Este Santos de Neymar, Ganso, Elano e Seedorf Arouca (absurdamente esquecido por Mano Menezes) tem respondido com futebol aos momentos decisivos dos últimos anos. Foi assim com o complicado Dorival Jr (que quase perdeu um Paulista e uma Copa do Brasil), é assim com o só aparentemente carrancudo Muricy Ramalho.

Na fome de bola transformada em rolo compressor, alguns pensamentos e constatações me vieram imediatamente à mente: a bem vinda recuperação de Elano, a majestade de Ganso, a seriedade do menino Neymar, a resposta da torcida, o que estariam pensando os bugrinos, e, finalmente,  o desconhecimento, por parte dos bolivianos, do que é provocar a ira do mar, reinado por Netuno (ou Poseidon) e que, apesar de cantada há séculos por Homero, nuestros hermanitos parecem desconhecer...



Escrito por Roberto Pepino às 10h19
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O Bandido da Luz Vermelha II

Luz nas Trevas, que promete estrear amanhã nos cinemas de São Paulo, abriu o 7o. FestCine Goiânia, em novembro do ano passado. A diretora, e musa de Rogério Sganzerla e Gláuber Rocha, Helena Ignez, não pôde comparecer na festiva noite, embora tenha chegado da Amazônia dias depois, e foi poeticamente representada por Joel Pizzini, que, aliás, venceu há dois meses a disputa brasileira do Festival É Tudo Verdade com Mr. Sganzerla, os Signos da Luz. O filme tem cenas geniais e outras irregulares. Fosse apresentado nos anos 80 viraria Cult imediato, ainda mais com Arrigo Barnabé como delegado de polícia. Hoje é, no mínimo, uma bela homenagem ao clássico de 1968. Ney Matogrosso, que tem força na imagem sem e com maquiagem, peca por ser obrigado a recitar frases com sua voz que, fora do canto, não tem a força necessária ao personagem. E esse era um dos segredos do original: a voz de Paulo Villaça, interpretando o Bandido da Luz Vermelha, mostrava não apenas a revolta de um boçal, mas a força de um bandido boçal - enquanto, preso, e décadas depois, Ney intelectualiza essa raiva. Mas sem a força necessária, embora feche o filme de Helena Ignez de forma apoteóticamente forte. De todo modo, é bela homenagem ver o original e sua seqüência.



Escrito por Roberto Pepino às 10h08
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Procurador Geral da República?

No nome que recebe a função, ser Procurador Geral da República é o mesmo que ser o próprio Quinto Poder. Daí que não deixa de ser incompreensível a reação que o sósia de Jô Soares, Roberto Gurgel, anda tendo ao misturar casos nas investigações envolvendo o Super Escuta, Editor Chefe e Plantador Oficial de Imprensa, Carlos Cachoeira... 



Escrito por Roberto Pepino às 09h50
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O Papel Aceita Tudo

Belisário dos Santos Jr. escreve na Folha de S.Paulo sobre os 45 anos da Fundação Padre Anchieta, mantenedora das Rádio e TV Cultura. Texto padrão de quem faz de conta que escreve tudo, mas na verdade não diz nada. Aliás, diz: que a Fundação deve se manter equidistante do governo estadual. O fato dele ser conselheiro da Fundação Padre Anchieta e da Fundação Mário Covas aparentemente não coloca a ela nenhum conflito... Quase no mesmo espaço, Eliane Catanhêde faz aquele tipo de texto padrão do jornalista que, vendo que o chão estremece com atução pouco ética de colegas e patrões, faz o discurso do tipo: mas fulano também fez, não fez? 



Escrito por Roberto Pepino às 09h38
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Foi Bom Prá Você?

Não foi de quatro, como fez o colega palmeirense pela Copa do Brasi. Mas para quem adora controlar o jogo em 1x0, os três gols marcados contra esta verdadeira meleca equatoriana, horror dos horrores, chamada Emelec, que veio ao Pacaembu, não deixa de ser um gozo para aquilo que o Cabotino dos Pampas classifica como sendo o objetivo do futebol: f_der... Agora aguarda o Vasco, numa volta caseira ao campeonato que o delegado presidente chama de Várzea. Ou seja, está em casa. Já o Palmeiras vai pegar o Atlético Paranaense, que é mil vezes melhor que o rebaixado Paraná Clube... 



Escrito por Roberto Pepino às 09h21
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